segunda-feira, 8 de setembro de 2008

TAPINHAS NAS COSTAS

A cidade é palco de mais uma campanha eleitoral. Disputada por
duas coligações de procedimentos diferentes. De um lado um candidato considerado favorito. Seus correligionários dizem que se tiver o seu apoio “até um latão de lixo será eleito”. Diz que pretende “continuar sua obra”. Do outro lado um candidato que nunca disputou eleições. Nota-se em seu discurso que tem pouco traquejo no uso das palavras. Faz do mote “mudar para melhorar” o que acredita ser o ponto chave de sua campanha.
Os carros de som estão nas ruas. Muitos novos, com seus visuais esbanjando cores e números. Mostram para o povo que dinheiro não é problema. Carros modernos que custam bem mais de 50 mil reais, estão todos pintados e equipados. O povo deve perguntar? De onde vem tanto dinheiro se não consegue comprar nem mesmo um velho carro usado? As velhas “kombis” foram ressuscitadas. Mas, apenas para servirem de painéis de publicidade e transportarem “cabos eleitorais”. Na verdade, gente do povo, que encontra trabalho nesta época e vão mal acomodados para a linha de frente.
E tem mais: você eleitor, já fez a conta de quanto custa uma aparelhagem de som com tanta potência, que até dói nos ouvidos? Também calculou quanto custa de combustível rodar o dia inteiro pela cidade, atazanando as nossas idéias?
Qual o custo de longos painéis, com fotos estilizadas dos candidatos coloridas e cobrindo fachadas inteiras de diretórios partidários, com iluminação das mais modernas, também provavelmente confeccionadas em outras cidades?
Os “políticos” lá de Brasília já apareceram. Por mais de 10 anos não se lembraram de Presidente Venceslau. Ou será que não foram lembrados pelos políticos daqui? Passaram todos estes anos esquecidos que Presidente Venceslau existe. Somente nos últimos dias, um senador, um ex-ministro, o Presidente da Câmara dos deputados e alguns parlamentares estaduais e federais visitaram a cidade. Para prestar “apoio”. Mas que “apoio” se nunca deram nada em troca? Há anos que alguns deles não destinam nada para o município. As exceções são Mauro Bragato e o Major Olimpio.
Vieram todos de mãos abanando. Desfilaram, principalmente o senador em uma luxuosa camioneta, de carro aberto pela cidade, com direito a foguetório e tudo. E com a companhia de figuras representativas da política local.
Afinal de contas precisam ser bem recepcionados, pois pagam com o dinheiro do povo, assessores importantes na cidade.
São políticos de prestígio, poderosos, famosos. Mas que trouxeram para Presidente Venceslau? Nada....ou melhor... vieram dando tapinhas nas costas, sem nem mesmo conhecer em quem os davam. É sempre assim os “paraquedistas” pulam antes das eleições para tentar ludibriar os que labutam de sol a sol para ganhar o pão.
Mas, o povo não é bobo. Principalmente o de Presidente Venceslau. Uma comunidade politizada e que sempre deu oportunidade para todos. Se alguns não souberam aproveitar retribuindo a confiança neles depositada certamente terão o devido troco.
Campanhas milionárias, confeccionadas em outras cidades, em um evidente menosprezo ao comércio da nossa terra. Quem se candidata a máximo mandatário de um município deve gastar os seus recursos na mesma cidade. Afinal, já vimos candidatos de “chapéu na mão” pedindo dinheiro a pecuaristas que antes criticavam.
Estão sendo usados refrões que se repetem por todo Brasil, tentando impor ao nosso povo, um mesmo produto que já se mostrou indigesto e sem benefícios reais para a população.
Clóvis Moré
Jornalista Profissional

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