quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A IMPRENSA ESPORTIVA PERDE UM 'ÍCONE '

                             Uma amizade de mais de 50 anos nos uniu a Valter Camargo.
                             Antes de tudo um bom pai de família, zeloso pelos seus deveres de funcionário público e apaixonado pelo esporte.
                             Tivemos uma trajetória muito proxima na Radio Presidente Venceslau AM, onde em memoráveis jornadas esportivas apoiamos, transmitimos e vibramos com grandes conquistas do esporte local.
                             As gerações mais novas, fruto do passar dos tempos, provavelmente não conheceu em detalhes, o espírito vibrante, inflamado, ufanista que trinava da voz potente que empunhava os velhos microfones da rádio que completou 70 anos em novembro.
                            O "Valter " não tinha preguiça e estava sempre pronto a ir a qualquer estádio para efetuar uma transmissão.
                            Posso dizer sem medo de errar " que foi a pessoa que mais viveu pelos microfones, seja da AM ou FM, as emoções de entrevistar, comentar e analisar qualquer tipo de atividade esportiva".      
                           Guardo em minha mente o "grande companheiro", que não media esforços para efetuar uma transmissão, seja puxando fios, carregando aparelhos, correndo atrás da linha telefonica, e depois do cansaço físico ainda tinha força e entusiasmo para comentar as partidas ou jogos que transmitiamos.
                           Neste início de dezembro e não posso me calar, " lí das homenagens que prestaram, tanto da imprensa como jogadores, "aos que ajudaram o Corinthinha venceslauense " ser Campeão da Terceira Divisão.".
                          O nome de Valter Camargo, não estava lá, como de outros que mesmo sem muito aparecer foram fundamentais para trazer para Presidente Venceslau, a instantaneidade da conquista através da Radio Presidente Venceslau.
                          Fiquei frustrado e chateado, pois sabia que aos 81 anos Valter estava sofrendo em um lleito de hospital e mesmo que não pudesse comparecer para receber honrarías, a sua simples lembrança lhe faría bem  a sí e a sua familia
                        .Mas os homens são "esquecidos" de quem lhes fez bem  e exaltou seus feitos.
                         Quis o destino que hoje, posso reviver a " crítica " que o Valter era mestre  ao lembrar que seu " velho amigo" não esqueceu de sua importância acompanhando em qualquer lugar do Brasil, ao Corinthinha, ao Beira Rio e equipes locais e regionais de futebol, beisebol, basquete e até mesmo corridas pedestres que eram disputadas e o VALTER  transmitia com sua vontade caracteristica.
                          É .......meu amigo.......A morte faz parte da vida, devemos aceitá-la como quer Deus e não reclamar.
                          Tenho no coraçõa, que o "Valter" não vai reclamar e não está reclamando.
                          Quando comentava sabia que os designios de Deus são certos, corretos e que sempre "Ele" faz a jogada certa, para marcar o gol que dará a vitória final.
                          Que Deus lhe acola na seleção dos grandes jornalistas e comentaristas esportivos que
estão no céu.
                         
                                 
                         

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